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Dependência

Posted by Hitsuki *~ | Posted in , | Posted on 22:50

7


Gostaria de conhecer, qualquer ser vivo que conviva com uma situação de dependência sem qualquer resquício de frustração!

Convenhamos, depender de alguém, de algo, é de fato desestimulante...
Dependência:

-Familiar
-Financeira
-Sentimental
-Vontades
-Vícios

Estes são alguns exemplos, mas a que mais corroe minha cabecinha é a financeira!
Algumas pessoas podem considerar esse post como ingratidão, mas não é uma questão de ser ingrata ou grata, é um apelo ou quase um grito de socorro...
Eu já trabalhei, ganhei bem pela minha idade e pelos esforços, acredito que fui devidamente reconhecida não só pela remuneração mas pelo desempenho. Quando doei meu suor e tempo, eu tinha meu rico dinheirinho pra fazer o que me desse na telha, desde gastar umas fichas na Pump it Up, até estar de pijama em casa e do nada me arrumar, chamar um táxi e tomar alguma coisa pelo centro, sair pra dançar ou fugir da rotina {pc/livro/cama}...

Eu nunca precisei trabalhar, mas certas coisas vem de berço... Sempre fui a filha que queria sair, viver e ir embora, tentar enxergar o mundo com meus olhos, mesmo tendo tudo e ao contrário do que eu esperava, ainda não estou fora de casa... ainda dependo dos meus pais! E isso me mata todo dia um pouquinho! Meus pais são pessoas maravilhosas, sempre me ampararam, mas isso não quer dizer que eu tenha que sobreviver embaixo das asas deles até os 30 ou até casar! Essa idéia me arrepia, me fere o âmago e frustra! Não porque não quero casar ou constituir uma família, mas a idéia de casamento como chave de liberdade é equivocada... Sai de um ciclo de dependência pra entrar em outro, por mais que o amor seja forte e se sinta bem com quem está, você não será independente do mesmo jeito.

Isso não é só com meus pais, é com namorado, amigo(a), parente... Eu não gosto de depender dos outros com relação a dinheiro! Prefiro pagar para os outros, do que paguem para mim!
Tenho amigos fantásticos que sempre que podem, me convidam para sair sem se importar com os gastos, meu cabelo arrepia só de pensar que estou "por conta" de alguém! Não sei dizer se é um tipo de trauma ou marca! Mas é irritante!

Dependência familiar, sentimental não tenho... Consigo me desligar muito fácil de sentimentalismo quando necessário, acho que já passei da fase de "OOohhh MEU DEUS" por qualquer coisa, meu emocional já foi esmagado pela razão desde os 16 anos quando vi que contos de fada são ilusões Hollywodianas, e que conceitos de popularidade social são fachadas ridículas impostas por pessoas de caráter indefinido que só conseguem ser mais do que são pela beleza ou ostentação!

Acredito que meu mundo vai virar ainda de cabeça pra baixo e entenderei muita coisa.
Vejo muita menininha e menininho que nem saiu dos 17 direito com carro 0 e batendo no primeiro mês, muito adulto com sindrome de peter pan, por falta alguém incutir a idéia de que um dia o universo conspira e o caos se instala e toda estabilidade pode ruir!
E ao contrário do que as pessoas concluam ao ler esse post, minha família é totalmente as avessas dos meus pensamentos, são sentimentais demais, amam demais, cuidam demais e eu sei que se pudessem morariam todos na mesma casa... Acho bonito mas não se aplica na minha realidade, nas minhas metas e objetivos.

Ao redor vejo tanta gente sugando o máximo que pode um do outro e penso... "Será que estou no planeta errado?" Pra não suportar toda essa dependência seja ela qual for...
Certas coisas não entraram no meu conceito de conformismo, termo que até então não era utilizado devido a falta de existência na minha vida...

Falei demais... Como sempre...
Bom domingo a todos!

Amores impossíveis...

Posted by Hitsuki *~ | Posted in , | Posted on 02:41

1

Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível -
voava ao sabor do vento certa tarde,
quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou.
Excitadíssima, voltou imediatamente para casa,

louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.

- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.
- As estrelas não foram feitas para que as mariposas
possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur,
e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.

Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar
o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre
com a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar,
e ela decidiu que iria subir até o céu,

voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor.

Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada,
mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.
Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho,
iria terminar chegando na estrela,
então armou-se de paciência
e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.
Esperava com ansiedade que a noite descesse,
e quando via os primeiros raios da estrela,
batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:

- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.
- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas
já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas!

Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração
de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis,
e arranjar um amor que possa atingir.

A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia,
resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece
- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.

Por algum tempo, tentou esquecer a estrela
e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas suntuosas,
pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos,
pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.
Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e,
depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido,
resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.

Noite após noite, tentava voar o mais alto possível,
mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado

e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto,
à medida que ia ficando mais velha,
passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta.
Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes,
onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas
já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas,
os oceanos com ondas gigantescas,
as nuvens que mudavam de forma a cada minuto.

A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela,
porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.

Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa.
Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs,
primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido

já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas,
destruídas pelo amor que julgavam fácil.

A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela,
viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente

e interessante. E compreendendo que, às vezes,
os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.


Fica Dica...

-Ainda acredito no amor- Ainda acredito na capacidade de amar- Ainda acredito nas possibilidades impossíveis ;) -