Sobre escolhas...
Posted by Hitsuki *~ | | Posted on 23:57
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15 de outubro, dia do professor!
Parabéns a todos os professores, não só os graduados, mas os professores da vida também, nossos pais, irmãos, enfim pessoas de nossa convivência que nos ensinam e porque não dizer que aprendem conosco todos os dias!
Tenho que neste post agradecer uma professora formada na primeira turma de Letras da Unioeste, professora do caráter e moral incutidos nessa mente que vos escreve e professora do início ao fim da minha vida: Mãe.
Sempre culpei minha mãe pelas escolhas erradas que fiz na vida, sempre achei que ela exigia demais, me moldava nos caminhos que ela julgava correto, no entanto como em várias histórias de mãe e filha(o) eu estava errada. Minha mãe só cobrou de mim uma coisa, perfeição, em qualquer aspecto ou caminho que eu tomasse...
Fosse nos esportes que pratiquei, ela estava sempre lá gritando e torcendo por mim (junto com a tropa de elite de irmãs e primas que ela arrastava pra dar apoio moral) fosse na escola, que ela nunca esboçava um sorrisinho quando eu dizia dos meus 8,0 ou 9,0 mas sempre dizia com orgulho dos meus 10,0! Era notável que a unica coisa que ela queria era meu melhor. E eu cresci assim, competitiva, raçuda (essa palavra é estranha mas esboça bem o sentimento que ela passava e passa até hoje quando fala de mim e para mim), ambiciosa e conquistadora (no sentido de metas e não de relacionamentos
Esse post é pra você mãe...
Escolher nem sempre é fácil, são paradas mentais que nos abobam, bloqueios numa encruzilhada que parecia simples tomar a direita ou esquerda. Na vida não temos só dois caminhos o que torna nossas escolhas complexas e enfadonhas em certos casos. Pra mim que tenho um problema sério com a picos de humor é pior ainda, pois infelizmente ninguém num acesso de raiva ou empolgação pensa direito antes de tomar uma atitude! É como um bêbado pensando se pega a gordinha ou a esquisita, por medo do que pode topar no dia seguinte, a repercussão de nossas escolhas sempre nos surpreendem.
Final de 2004, como todo sonho de menina de família de comercial de margarina, o meu sonho era me formar em Medicina, passei 2 anos estudando feito uma louca, cursinho e parara... Passei e aí? Não tem Medicina na cidade onde moro, adivinha qual foi a decisão inesperada da minha querida mãe? "Não vai pra fora estudar, escolha um curso aqui e divirta-se!" (não foi bem assim mas whatever). Em minha mente revoltada de adolescente com hormônios ululantes não compreendi esse súbito da minha mãe que viu todo meu esforço simplesmente dizer não ao meu super promissor destino.
Passei anos culpando mamãe, invejando as pessoas que iam estudar fora até mesmo em faculdades particulares, tentando entender porque não me competia o mesmo futuro sendo eu tão madura quanto eles.
Mentira, eu pensava que era mas não era, eu era prepotente, infantil, possessiva, eu era tudo que eu mais odeio hoje numa pessoa!
Se eu fizesse medicina, aquele meu alter ego de mente super-duper acima da média seria potencializado, e céus eu seria um monstrinho, provavelmente... E pior não teria ninguém pra me conter ou me dizer as coisas lá longe, provavelmente eu quebraria a cara (o triplo do que eu quebrei) ou sendo até otimista, aprenderia a lidar com a situação, mas de uma forma bem mais sofrida!
A grande sacada é que esse ano fazendo estágio em UTI eu descobri uma coisa que a televisão, os livros de enciclopédia médica, não me mostraram... a realidade dentro de um hospital.
As pessoas efermas, inconscientes, como se o fiozinho da vida dele fosse uma linha de costura e na sua mão tem uma tesoura de um lado, na outra um super bonder...
Eis que me deparo com o pior sentimento na minha opinião: Desespero.
Não por não querer ajudar aquelas pessoas, muito pelo contrário, eu queria ajudar TODAS ELAS, mas eu não sou Deus, eu não podia tira-las daquele estado, eu me frustrei, eu chorei... e percebi que a área da saúde é louvável para pessoas que se conformam com o que podem fazer, como quero sempre mais esse não é meu caso.
Admiro e agradeço pela existência dos anjos da Fisioterapia, da enfermagem, da medicina que salvam, melhoram e mantém vidas.
Tive a honra de trabalhar lado a lado com essas pessoas e aprender muito sobre o valor REAL que temos que dar a vida...
Este ano vou virar bruscamente o volante da minha vida, terminando um caminho. Fechando a porta e começando um novo... Mas dessa vez será uma escolha minha pela primeira vez apoiada de vários lados... Probabilidades altas de dar certo...
Assim espero!
Bom fim de semana a todos




